sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Amor-edificação ou Amor-sintaxe ou ainda Amor-disposição + combinações dia-a-dia
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Para um domingo com açúcar, com afeto!

Eu queria ter sido fotógrafa.
Fotógrafa aos cinco anos de idade.
Se eu tivesse uma câmera fotográfica naquela época eternizaria tudo... tudo era tão mais bonito!
Dona Marly lavando roupa ou sentada no jardim... fazendo canjica grossa, cigarrete, bolo de trigo!
Dona Carminha contando histórias dos “sem fim” da vida na roça ou arrumando o quintal... fazendo brevidade, biscoito frito!
Casa de vó tinha gosto de abacate e manga!!! Na minha memória tudo tem mais cor, mais sabor, mais brilho, tem cheiro... Casa de vó era tudo de bom!
No meu baú guardo diversas fotografias que não tirei, diversas lembranças do que eu sonhei viver... Guardo uma saudade danada do cheiro que minha infância tinha, na minha Itabira do Mato Dentro até os bueiros tinham cheiro bom (e ainda têm!). A vida era mais simples, tudo era mais perto, menos perigoso... e buscar a felicidade diária era minha única sina.
E se reparar bem, com olhos de colorir utopias, vai perceber que tudo ainda continua assim, não
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Feliz da Vida
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Imersão
sábado, 3 de dezembro de 2011
Rastro vital
A vida pulsa,
agora,
ardente,
presente!
Ao vento a vida me toma para si e me reconstrói...
Discretamente, meu sorriso sorri ao ver abrir mais uma fresta de minha janela.
A vida é o agora em mim!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Trem de chegar ao mundo

Meu canto se despediu, mais uma vez mudou-se o curso dos rumos das águas. Meu canto se despediu... E como disse Cecília, “não sou alegre nem sou triste: sou poeta”. Essa angústia que por vezes me acompanha é mera herança de meu passado amassado no barro, na pedra e no minério. Meu canto se despediu... Não me tornei triste, não me tornei profundamente alegre, me tornei viva. Minhas linhas se escrevem por essa energia vital que me percorre as veias. Num arrepio surdo, numa melodia calada, num batuque discreto, num sorriso no canto da boca a vida me faz sua filha. É só meu esse sorriso arredio, tranquilo, carregado de timidez, cor e som. Meu sorriso é perene porquê me sinto viva, de pé, enraizada numa conexão abissal... Meu sorriso só sabe sorrir! Meu sorriso é agora! Novos cantos já se entoam. Melodias diversas, ainda dispersas, vêm me curar da despedida e recoroar meus olhos jogados ao sem fim do céu azul. Ouço: Apruma o corpo, firma o passo e ergue a cabeça que o trem já vai partir... Próximo destino: o que há de vir a ser! Vejo: Nessa lida de sinas e sonhos meu canto cativo só pode ser o mundo!!! Meus pais já diziam que para o mundo é que me criaram. E eu sei que meu maior amor é por o pé no vento, na imensidão densa e pulsante da vida! É no vento que eu encontro meu chão!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O SOL DA RESPOSTA
É, acolhedor, ele chegou aqui... beijou-me a nuca e acariciou meus cabelos... Esquentou meu rosto, acordou meus olhos, me abraçou e tratou de abrir mais um cadim as minhas janelas! Choveu fulô, meu amor, e a felicidade veio faceira! Bom mesmo é deixar a felicidade se entranhar na gente... Ela vem num bonde repleto de oferendas: energia vital, doçura, melodia, poesia e prosa! Sim, meu dia se fez ensolarado por completo... e lá fora as fulô me ardia os ói de tanto que aqui chovia!
