É, acolhedor, ele chegou aqui... beijou-me a nuca e acariciou meus cabelos... Esquentou meu rosto, acordou meus olhos, me abraçou e tratou de abrir mais um cadim as minhas janelas! Choveu fulô, meu amor, e a felicidade veio faceira! Bom mesmo é deixar a felicidade se entranhar na gente... Ela vem num bonde repleto de oferendas: energia vital, doçura, melodia, poesia e prosa! Sim, meu dia se fez ensolarado por completo... e lá fora as fulô me ardia os ói de tanto que aqui chovia!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O SOL DA RESPOSTA
É, acolhedor, ele chegou aqui... beijou-me a nuca e acariciou meus cabelos... Esquentou meu rosto, acordou meus olhos, me abraçou e tratou de abrir mais um cadim as minhas janelas! Choveu fulô, meu amor, e a felicidade veio faceira! Bom mesmo é deixar a felicidade se entranhar na gente... Ela vem num bonde repleto de oferendas: energia vital, doçura, melodia, poesia e prosa! Sim, meu dia se fez ensolarado por completo... e lá fora as fulô me ardia os ói de tanto que aqui chovia!
domingo, 6 de novembro de 2011
Tempoiô, bom dia!

Tempoiô
Façamos um acordo atemporal
Que em arte façamos nascer nossos filhos
Que em nossas cores dancem nossos guias
Conectados, pele e mente, num gozar espiritual
Dos prazeres invencíveis às melodias ancestrais
Façamos... Compartilhemos o giro da vida...
Das vidas que bem vindas trazem o mais
Que nos elementos de sua natureza brotem nossos instintos
Que nossa consciência seja e esteja plena
Que na serenidade de nossa firmeza não nos esqueçamos de olharmos um ao outro
Com todas as contas de nossa proteção seguiremos entranhados
Veja que está em meu olhar, Tempoiô
Ao lado de todos os sons que me respiram
Seguiremos em iluminada contemplação
Tempo, tempo, tempo, tempo...
No pulsar da sua sábia e leve experiência
Voaremos num acordo atemporal!
domingo, 30 de outubro de 2011
Janela Indiscreta
Meus olhos são meu espelho, dizem tudo de mim... Janela escancarada que fala por mim, instiga, faísca, revela, inquieta, queima, nega, captura e transparece os meus variados eus!
E quando tem de dizer do triste eles também dizem, também mareiam num chorar com ou sem lágrimas... E quando tem de dizer do efêmero eles também dizem, também mareiam num chorar com ou sem lágrimas... E quando tem de dizer do belo eles também dizem, também mareiam num chorar com ou sem lágrimas... E quando tem de dizer de outros olhos... eles se calam... num esperar redundante ou numa vontade de tirar o fôlego de todos os signos contidos no olhar de meus olhares. (!!!)
sábado, 11 de junho de 2011
De chegada em canto
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Canto da casa de cada um
Palavras perdem-se ao vento,
Mas em mim só se fazem entranhar.
Me impressiona como e de tal forma escritos de tamanha longevidade
Tornam-se em meu peito tão contemporâneos,
Como se tivesse eu mesma a parir letra por letra no exato momento em que os leio.
E os tomo pra mim – MEUS!
Como são meus irmãos todos os poetas, loucos, artistas, sonhadores...
E todos aqueles que carregam uma tristeza misteriosa no olhar, palavras poucas na boca e um sorriso no canto do olho esquerdo.
Minha nostalgia chora a casa toda vez que reencontra os seus...
Saudade é aquilo que já se sabe o gosto e o gozo.
Quem é de terra reconhece o barro!
*
sábado, 26 de março de 2011
ciclos
Deixa o tempo passear...
Na caminhada torta e ritmada a vida se recicla.
A tempo e ao tempo seguimos...
Quando é de encontro também é sina!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Das heranças e algumas sinas
Talvez, como disse Drummond, seja mesmo doce herança itabirana... como tantas outras que herdamos sem escolha ou saber.
Um pranto guardado no peito pronto a se soltar a qualquer hora, oportuna ou não.
Uma nostalgia inexplicável que mareia o olhar e não me deixa cair no vazio.
Uma ingênua melodia que me dá um nó na garganta, mas que por tantas vezes adormece meus medos.
Pedra e ferro correndo nas veias.
Herdei e agora são minhas essas esquisitices tantas.
Já não mais grito, tento carregar minha bandeira no silêncio de meus sonhos.