quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Gerais



Pés no chão, gungas nos pés
Pó, poeira e batuque
Ancestralidade a lumiar
Minas é dentro e fundo!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Avante

Lonjura mesmo é embrenhar em meio da gente
Eu quero a loucura do novo
Minha sede é pelo ato
Boa nova em pé de vento

domingo, 5 de setembro de 2010

Sóis, Sós

“Estamos cá dentro de nós, sós”
Quantos caminhos percorreremos nessa lida de ser um e ter um só umbigo?
Não sendo só um, mas um só a perambular sob sóis ardentes... Chamas únicas, latentes de tão quentes em sua própria individualidade.
Tantos olhares passam, vagos.
Tantos braços passam, vagos.
Tantos pés passam, como uvas já passadas também.
Tantos segredos se escondem em mim que, desconhecendo, só sei ter sede.
É tanta vida que já nem sei onde deixei se perder aquele punhado de ternura que guardava nas retinas.
Só, sinto saudades.
Só sinto saudades!
Quão longo se fará ainda o caminhar?
Quantos de vocês ainda vão me beijar os olhos e dizer:
“- Dorme, menina, que aqui é sua pousada. Estamos em casa... sem casca e sem lágrimas.”
Em morada verdadeira o sol não é só e eu sou completa.
Então, irradia ‘Babá’ e me nutre dessa luz indescritível que por vezes me faz amor!
(...)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Outra herança

Da nuvem do céu estampado de azul cato um riso, um afago, um pedaço de alguma poesia...
É que, como dizia João, “felicidade se acha em horinhas de descuido”.
Sábio Guimarães! Sábio Guimarães que, despretensiosamente, ao escrever seus pormenores reacendeu um certo brilho em minhas pupilas.
Eu que de nada sabia e que ainda tenho sede!
Eu - com meus gritos, meus vícios, meus carmas e meus agudos prazeres.
Eu - a me atracar nos sonhos, nos abraços, nas estradas diárias e a buscar palavras em pé de vento.
Eu - a descansar dessa loucura no aconchego de amoras, amêndoas, ipês amarelos e veredas sem fim de sertões mais sem fim ainda.
Eu - a devanear fitando quadros azuis-turquesa ensolarados e a pescar pequenos detalhes nas entrelinhas.
E por fim, eu aqui... pés no chão, jabuticabas, lixos polifônicos e uma saudade de não sei quê.
(Amanhã já é outro lugar!)

Das manhãs e das reticências

Entre colcheias:
Braços, pés, cochas, mãos e sede...

Entre compassos:
Maiores, meio diminutos, semibreves, ligaduras e sede...

Entre palavras:
Um silêncio morno de contentação e sede...

Entre paredes, parênteses!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Flor do dia

Tudo passa...
Por saber disso bota tua veste de luz que é essa tua verdadeira essência.
Deixa o amor te guiar e permita que a proteção lhe beije corpo e alma.
Tua face reluzente e teus olhos pequeninos refletem tua grande sabedoria.
É, palavras de mãe afagam!
E com ouvidos atentos a felicidade do mundo entra porta afora, escancarada!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Das coisas e dos devaneios

E mareiou...
Mareiou olhar!
Transbordando o desatino do coração que cisma de achar que é mundo pra sentir mais do que deve ou aguenta.
Tem certos sentimentos que nem mesmo em noites claras nos deixam cessar tanto mar...
Sim, a gente sabe da crueldade involuntária. Mas não, a gente não se deixa ser vítima (nem de nós mesmos nem do outro).
E, engrossando um pouco mais a casca, a gente segue...
A gente segue!