quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Imersão


Eu preciso parir a vida

Urgentemente eu preciso parir a e à vida

Em suas bifurcações mais profundas, abstratas e amorosamente singelas...

A criação é meu chão, minha lida, meu caminho, minha raiz!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Rastro vital

A vida pulsa,
agora,
ardente,
presente!
Ao vento a vida me toma para si e me reconstrói...
Discretamente, meu sorriso sorri ao ver abrir mais uma fresta de minha janela.
A vida é o agora em mim!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Trem de chegar ao mundo


Meu canto se despediu, mais uma vez mudou-se o curso dos rumos das águas. Meu canto se despediu... E como disse Cecília, “não sou alegre nem sou triste: sou poeta”. Essa angústia que por vezes me acompanha é mera herança de meu passado amassado no barro, na pedra e no minério. Meu canto se despediu... Não me tornei triste, não me tornei profundamente alegre, me tornei viva. Minhas linhas se escrevem por essa energia vital que me percorre as veias. Num arrepio surdo, numa melodia calada, num batuque discreto, num sorriso no canto da boca a vida me faz sua filha. É só meu esse sorriso arredio, tranquilo, carregado de timidez, cor e som. Meu sorriso é perene porquê me sinto viva, de pé, enraizada numa conexão abissal... Meu sorriso só sabe sorrir! Meu sorriso é agora! Novos cantos já se entoam. Melodias diversas, ainda dispersas, vêm me curar da despedida e recoroar meus olhos jogados ao sem fim do céu azul. Ouço: Apruma o corpo, firma o passo e ergue a cabeça que o trem já vai partir... Próximo destino: o que há de vir a ser! Vejo: Nessa lida de sinas e sonhos meu canto cativo só pode ser o mundo!!! Meus pais já diziam que para o mundo é que me criaram. E eu sei que meu maior amor é por o pé no vento, na imensidão densa e pulsante da vida! É no vento que eu encontro meu chão!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O SOL DA RESPOSTA


É, acolhedor, ele chegou aqui... beijou-me a nuca e acariciou meus cabelos... Esquentou meu rosto, acordou meus olhos, me abraçou e tratou de abrir mais um cadim as minhas janelas! Choveu fulô, meu amor, e a felicidade veio faceira! Bom mesmo é deixar a felicidade se entranhar na gente... Ela vem num bonde repleto de oferendas: energia vital, doçura, melodia, poesia e prosa! Sim, meu dia se fez ensolarado por completo... e lá fora as fulô me ardia os ói de tanto que aqui chovia!

domingo, 6 de novembro de 2011

Tempoiô, bom dia!


Tempoiô

Façamos um acordo atemporal

Que em arte façamos nascer nossos filhos

Que em nossas cores dancem nossos guias

Conectados, pele e mente, num gozar espiritual

Dos prazeres invencíveis às melodias ancestrais

Façamos... Compartilhemos o giro da vida...

Das vidas que bem vindas trazem o mais

Que nos elementos de sua natureza brotem nossos instintos

Que nossa consciência seja e esteja plena

Que na serenidade de nossa firmeza não nos esqueçamos de olharmos um ao outro

Com todas as contas de nossa proteção seguiremos entranhados

Veja que está em meu olhar, Tempoiô

Ao lado de todos os sons que me respiram

Seguiremos em iluminada contemplação

Tempo, tempo, tempo, tempo...

No pulsar da sua sábia e leve experiência

Voaremos num acordo atemporal!

domingo, 30 de outubro de 2011

Janela Indiscreta

Meus olhos são meu espelho, dizem tudo de mim... Janela escancarada que fala por mim, instiga, faísca, revela, inquieta, queima, nega, captura e transparece os meus variados eus!

E quando tem de dizer do triste eles também dizem, também mareiam num chorar com ou sem lágrimas... E quando tem de dizer do efêmero eles também dizem, também mareiam num chorar com ou sem lágrimas... E quando tem de dizer do belo eles também dizem, também mareiam num chorar com ou sem lágrimas... E quando tem de dizer de outros olhos... eles se calam... num esperar redundante ou numa vontade de tirar o fôlego de todos os signos contidos no olhar de meus olhares. (!!!)

sábado, 11 de junho de 2011

De chegada em canto

Xauê Babá! Laroiê!
Abro meu caminho de peito aberto
Pouso...
Coração escancarado
Sorriso discreto no canto da boca
Carregando sina na sola dos pés
Tenho...
Olhos de abraçar o mundo
E imanente desejo de mudança entre os dentes
Chego serena
Pedindo licença, “licençada” está
Sigo...
Luzes daqui levo comigo
E de mim também deixo
Com as vestes de meu rei venho e volto!