quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

De travesseiro e prosa

Passos para lá...
Passos para cá...
Meu coração dá pulos de manhã!
Já não sei se o faz por alegria ou insegurança ou paixão ou ansiedade ou tudo isso.
Borboletas rondam-me a cabeça e o estômago.
E em vez do cantar de passarinhos marretas constroem um novo prédio anunciando o dia!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cadência passional


O coração, mesmo equivocado - ou não,
Está cá, sempre batendo um tanto forte que é pra não esquecermos de usá-lo!
E ele cadencia num vai e vem disparado...
Delícia é ter a certeza da vida pulsando dentro e fundo na gente!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ANA






E na sina de caminhadas ela irradia, dá o norte e o gás para mais um dia!

*

Chega um tempo em que o coração pede arrego por tão pouco e toda a saudade que cabe em fotografias não cabe no muito do peito. Chega um tempo em que é preciso driblar pequenas pedras que cismam de cutucar a felicidade e é preciso transformar poeira em sorriso. Chega um tempo em que vinte e quatro horas é um espaço muito curto para tantas palavras, carmas, sonhos e nem mesmo o passar dos anos é tempo suficiente. Chega um tempo em que é preciso ir, simplesmente... E nessa hora minha criôla é meu chão, é meu combustível! Com toda certeza, os olhinhos de luz da minha pequena abrem caminhos e vem nos lembrar que todos os anjos estão ao nosso lado!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Só mais uma crônica do ir e vir

Na discussão silenciosa qualquer ruído é um sinal de glória e nós tolos esperamos... mas não há! A canção emudeceu, as pregas embargadas de prantos já não podem ressoar. Quão estranhos nos tornamos, quão distantes daquelas mornas manhãs... O amor emudeceu e já não sei mais se mesmo o era ou se um vislumbre de felicidade nos tocou por ora. Quão utópicos nos tornamos, quão previsíveis de nossos próprios enganos. Enfim, mais um passo a frente... agora um pouco mais firme!
Mas de repente, como num relance, pude notar em um pedaço do seu olhar aquela coisa boa que costumava amançar meu coração. Talvez esperança ainda haja... E, se for assim, teremos que reaprender a falar, passo-a-passo o beabá e os grunhidos até acordar a canção.
Meu mole coração calejado de novos sorrisos já nem sabe o que é certo, se é que é preciso saber, se é que o há! O que eu digo aqui é real, ou não, pois que sou dual e tenho fazes que me sangram, me doem e me consolam todos os meses... fazes como a lua! É sina carregar a mudança no ventre!
Mais uma vez: Enfim! São cinco e quarenta da manhã e o relógio já despertou... mais um tatear, mais um passo, mais um dia. Novas descobertas, novos reencontros, novas palavras novas novamente... Esperança ainda há!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Constatações cotidianas

Nem tudo que se vê é o que o olho diz...
O olhar que nega me renega e o coração ignorante pensa traduzir o equivocado!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sê II

Não!
Não nos afastemos!
Mas, sobretudo, não nos apeguemos!
O muito e o tanto são tão pequenos diante do vasto que transborda em meu coração... Meu grande, livre e traiçoeiro coração que me cabe na palma da mão – assim mesmo: tão démodé e cheio de rimas fáceis.
Tenha os olhos no infinito, pois que tudo aqui enquanto carne é finito.
Tenha coragem, siga em frente... O amor está dentro e independe à poeira que encobre o externo.
Deixa ser... Deixa ver!
Nessa corda bamba só vale ser feliz!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Primeira carta

Os olhos do sorriso do menino me entrecortam os sentidos, me interrompem a intervalos e cruzam-se às entrelinhas de meu repouso. Olhos quimera a me roubar os findados dias serenos... Frutos da utopia ou sinônimos do muito que habita em nós e só espera?
Entrelaçada aos braços do homem há de se crer que toda forma de ideias está sentenciada à experiência sensível. Sem um quinhão de racionalismo vê-se brotar a sensualidade morna dos dias que virão e que serão... É um caminhar ritmado em uma só cadência. É seguir na mesma direção sem saber do risco ou do riscado.
Sossegado homem, astucioso menino... Ambos a me tirar o sono e a vivificar meus sonhos!
Descoberta, acaso ou desatino? O nome certo desse amor só se lê de peito aberto. E uma vez navalhada a carne, derretida a pele e dilacerados os argumentos estamos docemente destinados a nos ver nos significados um do outro... Designados a um riso nem escancarado nem discreto, mas sim entorpecente.
Então escute, se deixar falar a voz do coração eu vou estar em ti e poderá me ouvir sempre que desejar.